Tranquilo


... um pedacinho só, então: aqui
Fotografias, ilustrações e grafismos sem peridicidade certa


por
Margarida C.
às
11:55 AM

Às vezes preciso dos jardins da Gulbenkian. Às vezes preciso dessa muralha divisora, a separar-me os passos, a demarcar o chão de terra batida da minha Pátria dos caminhos de alcatrão do meu País.
(*) Parecem flocos de neve, mas são somente bolas de chuva.
por
Margarida C.
às
12:52 PM


Fico eu desolada, a perguntar-me quantas vidas irá levar até que a vida renascida resplandeça com um vigor e magestade igual à que foi ceifada? Muito provavelmente, morrerei antes que o fim da espera chegue. Sem ver.
por
Margarida C.
às
10:16 AM

É por essas e outras que eu gosto tanto do meu bairro: todos juntos conseguimos afastar a praga, antes que o estrago fosse maior.
por
Margarida C.
às
10:07 AM

As grandes lagartas voltaram: estão por todo o lado. Vieram devorar o jardim.
por
Margarida C.
às
9:02 AM

Sábado – a casa acorda com o ruído da motoserra. Socorro: eles voltaram!
Perco a vontade de me levantar. Falta-me coragem para me aproximar da janela. Tenho medo de descobrir que lá fora já nada seja como sempre foi.
por
Margarida C.
às
8:38 AM

Na calçada em frente, do outro lado da rua, fachada da Igreja de Nossa Senhora do Loreto. Reconstruida em 1785 pelos arquitectos Manuel Caetano e José da Costa e Silva. Pertence à comunidade italiana de Lisboa.
por
Margarida C.
às
5:39 PM

Forraram o bucho de troncos e ramos e lá foram, ruminando as nossas folhas entre a dentadura de aço, deixando a colina mais nua e menos verde.
por
Margarida C.
às
1:27 PM

A pracinha dos táxis, após a passagem dos homenzinhos-verdes e das grandes lagartas.
por
Margarida C.
às
1:20 PM

Felizmente, hora de almoço: os homenzinhos-verdes sentem fome, descem a escada, arrumam as motoserras e preparam as grandes lagartas para zarpar.
por
Margarida C.
às
1:19 PM

Hoje o jardim amanheceu cercado. Péssimo sinal!... Sempre que essa fita vermelha e branca aparece por aqui, só duas coisas acontecem: ou vem filmagem, ou vem motoserra...
por
Margarida C.
às
8:45 AM

Há pouco – o dia nascendo sobre o jardim, aqui em frente: atravessando espectros. Do fogo à cinza. Da promessa à ausência. Sim, hoje vai ser assim: mais escuro e triste, afinal. Porque o sol se arrependeu, à última hora.
por
Margarida C.
às
7:26 AM