As ruas por onde ando
Subindo ou descendo, nada se compara ao prazer de andar pela Avenida da Liberdade.
Fotografias, ilustrações e grafismos sem peridicidade certa
Subindo ou descendo, nada se compara ao prazer de andar pela Avenida da Liberdade.
por
Margarida C.
às
8:46 AM
Ás vezes convenço-me que estava escrito que teria que cumprir essa missão: gerar sangue novo para a nossa tribo.
Vendo bem, que honra teres saído "menina"!
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Margarida C.
às
2:46 PM
Os inteligentes revolvem a natureza em busca das suas forças.
Os imbecis exploram-na atrás de fragilidades.
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Margarida C.
às
12:02 PM
A RTP celebra hoje 50 anos. Bodas que se confundem com a história da televisão em Portugal e a memória mais recente do País que somos. Há quem possa não achar nada de extraordinário no facto. Eu entendo que o facto está recheado de extaordinários. O suficiente para atender ao chamado e sentir honra no abraço.
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Margarida C.
às
10:28 PM
Por ser aparentemente mais fácil, eles preferem continuar a jogar às damas no xadrez do tabuleiro. Assim concentrados, estão pelo menos mais distraídos.
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Margarida C.
às
3:50 PM
Não é filtro. Não é cenário. Amanheceu assim: de um azul pujante, a lembrar que o Demiurgo nem sempre dorme.
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Margarida C.
às
6:17 AM
Reparando bem, nos fundos de qualquer jardim há uma mesa de xadrez. Para entreter os dias cinzentos dos desocupados e os fazer acreditar que, enquanto vão mexendo as peças, decidem a chegada da Primavera.
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Margarida C.
às
4:35 PM
Desculpe, se a gente é "mais feliz" porque ama o que faz, tá?!
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Margarida C.
às
4:04 PM
Até as divas têm as suas exigências de divinos segredos divinais.
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Margarida C.
às
10:57 AM
Serão na Parreirinha de Alfama. A ouvir Argentina Santos. Porque o melhor de Lisboa não se vê, ouve-se. Ouve-o quem sabe ouvir. O melhor de Lisboa é o Fado que Lisboa tem.
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Margarida C.
às
11:28 PM
Pela primeira vez, nos últimos três anos, o céu abriu a boca e engoliu a lua. Começou à hora do jantar, devagarinho. Quando terminou, pouco depois da meia-noite, tinha-a devorado por inteiro. Quem acaso ergueu o olhar, terá certamente visto que mais que o breu, era o vazio de não ter restado nada.
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Margarida C.
às
11:38 PM
Há quem diga que o homem evoluiu no momento em que deixou de se curvar em reverência aos astros e passou a ver-se só a si, como o único lugar das coisas para onde, desde então, aponta o olhar. Eu digo que não. Digo que é mais estreito o umbigo que o firmamento. Mais mudo e cego que a cavidade côncava da noite.
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Margarida C.
às
9:58 PM
Mesmo o que é maior fica mais pequeno diante da alegria de ver as alegrias dela. Hoje ficou a saber que foi escolhida para a tal sessão de declamação de poesia.
Bravo, Pequena Cria!
A arte em ti sempre foi, em verdade, a melhor das obras: tuas, minhas e dos dias também.
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Margarida C.
às
7:38 PM
Fim-de-dia na mercearia do bairro. Delicadezas e atenções entre laranjas e beringelas. Sem pressas nem caras feias, as sacolas das compras parecem mais leves aos dedos. Na simpatia, até parece que o dinheiro rende de outra forma, mais que não seja pelo "Passar bem, até amanhã!" que ainda vem com o troco.
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Margarida C.
às
5:50 PM
A vantagem de ser mais cedo é que até o cinzento mais cinza se apazigua, neste quase belo do bairro em dias de chuva.
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Margarida C.
às
5:38 PM
Na volta para casa, faço o de sempre: páro na praceta do bairro social, que começa ao fundo da estrada, abro a porta, assobio à garotada e dou todos esses presentes que encontrei na minha mesa. Inclusive o sapinho verde, com um relógio engasgado na barriga. Como manda o samba: "dou pra quem quiser usar".
por
Margarida C.
às
2:22 PM