quarta-feira, 18 de abril de 2007
Pretendentes
Almoçando com as meninas. Mais cedo ou mais tarde, todas as mãos se revelam. Todas as mãos pretendem alguma coisa.
por
Margarida C.
às
1:56 PM
terça-feira, 17 de abril de 2007
"tengo pájaros en la cabeza"
Parada, diante da montra. Tropeçando inusitadamente no trabalho de Eva, minha querida amiga catalã.
por
Margarida C.
às
11:19 AM
Planetário
Só quero te lembrar / De quando a gente andava nas estrelas
Ivete Sangalo – "Quando a Chuva Passar"
por
Margarida C.
às
10:03 AM
segunda-feira, 16 de abril de 2007
"Muda de vida, se há vida em ti a latejar"
Olha que a vida não / não é nem deve ser / como um castigo que tu terás que viver
Humanos – "Muda de Vida"
por
Margarida C.
às
5:04 PM
«Abre-te, Sésamo!»
Diz-me, a pedra também se abre?
E o caminho? Sabes se é verdade que se atravessa separando a pedra?
por
Margarida C.
às
4:32 PM
Asas de ferro
Os pássaros de asas longas / pousados no fio do tempo / guardam eternidades de vazio
Tamryn Pöhl
por
Margarida C.
às
11:26 AM
"A penny for your thoughts, my dear!"
Aos olhos da Manu: manhã cedo, ainda. As voltas inteiras, ainda. Longe de imaginar que se quebrariam hoje.
por
Margarida C.
às
10:07 AM
domingo, 15 de abril de 2007
Ao contrário
Manhã a bordo do Instant. Até às 14h. Porque – tal como a água – o tempo também flui e dilata. Basta querer. E ele chega para tudo. Chega a tudo. Até aos dias.
por
Margarida C.
às
1:28 PM
sábado, 14 de abril de 2007
Um mesmo infinito por horizonte
Não me deixe só / Que eu saio na capoeira / Sou perigosa, sou macumbeira / Eu sou de paz , eu sou do bem, mas... / Não me deixe só / Eu tenho medo do escuro / Eu tenho medo do inseguro / Dos fantasmas da minha voz / Não me deixe só!
Vanessa da Mata – "Não Me Deixe Só"
por
Margarida C.
às
3:54 PM
A ausência de gravidade é sempre relativa
Fico eu desolada, a perguntar-me quantas vidas irá levar até que a vida renascida resplandeça com um vigor e magestade igual à que foi ceifada? Muito provavelmente, morrerei antes que o fim da espera chegue. Sem ver.
por
Margarida C.
às
10:16 AM
Desaparecendo na curva
É por essas e outras que eu gosto tanto do meu bairro: todos juntos conseguimos afastar a praga, antes que o estrago fosse maior.
por
Margarida C.
às
10:07 AM
Abrindo, enfim, a janela
As grandes lagartas voltaram: estão por todo o lado. Vieram devorar o jardim.
por
Margarida C.
às
9:02 AM
De frente para o crime
Sábado – a casa acorda com o ruído da motoserra. Socorro: eles voltaram!
Perco a vontade de me levantar. Falta-me coragem para me aproximar da janela. Tenho medo de descobrir que lá fora já nada seja como sempre foi.
por
Margarida C.
às
8:38 AM
sexta-feira, 13 de abril de 2007
No Chiado, à tardinha...
É esse grão na luz, esse "quê" de pigmento no feixe de poente, que por enquanto ainda me segura à Península.
por
Margarida C.
às
6:07 PM
Há um santo emparedado entre o verde e a pedra
Na calçada em frente, do outro lado da rua, fachada da Igreja de Nossa Senhora do Loreto. Reconstruida em 1785 pelos arquitectos Manuel Caetano e José da Costa e Silva. Pertence à comunidade italiana de Lisboa.
por
Margarida C.
às
5:39 PM
Fazendo agulha com a trama de Deus
A Cruz no fim do vértice de topo da Igreja de Nossa Sra. da Encarnação – às portas do Chiado.
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Margarida C.
às
5:37 PM
«Não há coincidências»
Ontem...
("porque sim". porque tinha de ser.)
... Hoje
( "por acaso". porque era para ser.)
por
Margarida C.
às
5:05 PM
Sobreposições exteriores com reflexos de interior
As meninas conversam. Transparentes. Ou quase. Só à vista de quem vê para lá do vidro.
por
Margarida C.
às
4:02 PM
Uff... Foram embora!
Forraram o bucho de troncos e ramos e lá foram, ruminando as nossas folhas entre a dentadura de aço, deixando a colina mais nua e menos verde.
por
Margarida C.
às
1:27 PM
Olha o que "eles" fizeram!!...
A pracinha dos táxis, após a passagem dos homenzinhos-verdes e das grandes lagartas.
por
Margarida C.
às
1:20 PM
Parece que terminaram!
Felizmente, hora de almoço: os homenzinhos-verdes sentem fome, descem a escada, arrumam as motoserras e preparam as grandes lagartas para zarpar.
por
Margarida C.
às
1:19 PM
Ferrugem II
Particularmente atenta (eu, hoje – não sei exactamente porquê) ao que vai ganhando ferrugem, ao que vai minando o liso e o brilho da face lustrosa das coisas, ao que vai corroendo e descarnando as superfícies visíveis. Como uma doença sem retorno. Como uma praga esfarelada: amarelando tudo. A começar pela ponta dos dedos. Feito intrícia!... Vencendo até a perfeição e o primado inabalável do ferro.
por
Margarida C.
às
10:11 AM
Ferrugem I
É Sexta-feira e o calendário recomenda cautela: ao que parece, a sorte não é a única com o poder de maltratar os dias.
por
Margarida C.
às
10:05 AM
Instinto de defesa
Hoje o jardim amanheceu cercado. Péssimo sinal!... Sempre que essa fita vermelha e branca aparece por aqui, só duas coisas acontecem: ou vem filmagem, ou vem motoserra...
por
Margarida C.
às
8:45 AM
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Viu, como a gente combina bem?!
Oba, oba: ... o Gaspar veio buscar-me ao jornal!
por
Margarida C.
às
4:45 PM
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Passarinho negro, de bico amarelo
O arvoredo em torno do edifício do jornal foi tomado de assalto pelos melros. Dizem que, com paciência, esses pássaros conseguem aprender a falar. É possível que sim, não duvido. A natureza está repleta de animais encantados. Ainda assim, e só por fazer ouvir o seu canto, esse daqui já operou o seu milagre de hoje. Não preciso sequer de fechar os olhos. Basta-me abrir os ouvidos: ... e estou de volta à minha Floresta.
por
Margarida C.
às
2:52 PM
Pedindo arrego
Arrimou na minha mesa, agorinha mesmo. 'Tadinha! Deve ter vindo com a chuva... tresmalhada pelo temporal. Causou o pânico nas hostes. Mesmo desasada, a memória dos outros não lhe perdoa o ferrão congénito. Eta, briga para salvar um bicho tão pequeno!... Faço uso medieval da lei da propriedade: arrimou na minha mesa. Logo, é minha. E eu digo: sua vida será poupada! Épico, verdadeiramente épico. O suficiente para dar ao dia um certo afago de nobreza.
por
Margarida C.
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11:44 AM
O difícil parto do sol
Há pouco – o dia nascendo sobre o jardim, aqui em frente: atravessando espectros. Do fogo à cinza. Da promessa à ausência. Sim, hoje vai ser assim: mais escuro e triste, afinal. Porque o sol se arrependeu, à última hora.
por
Margarida C.
às
7:26 AM
terça-feira, 10 de abril de 2007
Vitória: ainda é dia!
Saindo ainda dia claro, apesar das nuvens se fechando lá na frente. E que importa isso?!De que interessa um certo pronúncio de tempestade ao longe, se a noite sempre fica mais poderosa sob o rumor da trovoada?!
por
Margarida C.
às
7:15 PM
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Os jacarandás da esquina
Tudo em flor, tudo renascendo. Até as árvores que já foram nuas, que desconhecem o inútil milagre da crença e e não sabem fazer mandinga!...
por
Margarida C.
às
9:37 AM
domingo, 8 de abril de 2007
Marco histórico
Lembrei-me só agora (quase ontem) que dia é hoje (quase amanhã).
Vago e distante. Como uma página de calendário. Como uma esperança amachucada até se desfazer em vincos. Como um verde que ardeu.
por
Margarida C.
às
11:20 PM