domingo, 8 de abril de 2007
Ressuscitar
Ás vezes é preciso que a coragem se erga além da simples fé.
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Margarida C.
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4:55 PM
Tempo de kalango
Eu tinha razão: depois dos abusos da espera, o sol acaba enfim por aparecer.
Eu e os lagartos da esplanada – a mesma fome de sol.
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Margarida C.
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3:05 PM
Parábola ocasional
De um lado da estrada é de onde você vem. Do outro é onde você está. Do chumbo ao broto. Da aridez a uma certa geometria semeada. A travessia terá certamente valido esse pedaço de caminho.
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Margarida C.
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1:25 PM
Páscoa: o 'regresso'
A Kika, segurando no colo uma vida com 3 dias.
Ilha de Caju, Maranhão - Fevereiro de 2006.
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Margarida C.
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12:03 PM
sábado, 7 de abril de 2007
Sem barulho, por favor
De lá para cá, de cá para lá: Mary Poppins, com pezinhos de lã.
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Margarida C.
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11:34 AM
Metereologia para o feriado
Espiando a minha nesga de Tejo, pela janela da lateral. Confirmando o que já sabia: o azul regressou com Ela.
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Margarida C.
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9:05 AM
sexta-feira, 6 de abril de 2007
Mensagens subliminares II
Reparando melhor, as paredes continuam a falar. Nunca se calam. Qualquer que seja a direcção para onde se olhe, lá estão elas: insistindo em escrever o essencial com letras garrafais.
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Margarida C.
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10:10 PM
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Vista daqui
Olha, que lindooo!... a cidade à boca da noite, com a morte do sol entalada na goela.
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Margarida C.
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8:45 PM
Xô, invasores!
Descubro que já começaram a invadir a minha praia! "Eles" estão por todo o lado: turistas e não-turistas, todos sedentos de outros ritmos, outra tranquilidade, sol e ar livre, todos intrusos, tomando de assalto a minha esplanada, a minha rua, o meu bairro!...
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Margarida C.
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5:22 PM
Chegando cedinho a casa: aleluia!
Em véspera de Feriado Santo amaciam-se os corações: a travessia do calvário termina muito antes da hora. :)
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Margarida C.
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4:53 PM
quarta-feira, 4 de abril de 2007
'Graciosa'
Não resisti: puxando o zoom atrás e abusando. Um momento plasticamente muito, muito bonito. E depois, eu gosto ainda mais do vermelho quando é rubro.
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Margarida C.
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10:50 PM
Efeito Shakira
«You said you would love me until you die / but as far as I know you're still alive»
Shakira - "Illegal"
... E o resto é conversa!
Ponho-me a fazer contas: a bilheteira confirmou o recorde, numa área de 5, 200 m2, juntou «mais de 19 mil espectadores». Ora, desses 19 mil, todos cantam, todos sabem a letra de cor. Pelas lágrimas, pela comoção e pela chuva de aplausos, é fácil de supor que, além da letra, conhecem também a história de cor. À razão estatística da coisa, concluiu-se, sem dificuldade, que os amores mentirosos são os menos originais: é o que para aí mais há. E é por essas e outras que percebo cada vez menos porque é que, quando a vida faz o favor de os soprar para longe, as pessoas se lastimam e os choram. Até parece que perderam alguma raridade!...
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Margarida C.
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10:31 PM
Cotação em bolsa
Guarda no bolso, aperta o blusão, esconde, faz qualquer coisa!... Impossível circular no recinto sem correr o risco de perder o escalpe: abriram o leilão e estão oferecendo ouro e a vida em troca disso aí.
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Margarida C.
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9:47 PM
Trabalhador sofre II
Olha a cara de felicidade do Capote!!... Sente só quanta objectividade, quanta imparcialidade, distanciamento e isenção. Coisa de profissional, sem dúvida!
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Margarida C.
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8:15 PM
Chegando ao jornal
Alguém estendeu um tapete de azedas e margaridas amarelas, à frente do estacionamento do edifício. Provavelmente, foi a Primavera.
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Margarida C.
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11:42 AM
terça-feira, 3 de abril de 2007
"Abril, águas mil"
Atravessando o jardim, logo cedo: vestígios da chuva que caiu , ontem, por todo o dia e toda a noite, em Lisboa. Pensando que hoje é dia de regressar tarde a casa. Formulando um desejo enquanto caminho: se ao menos o sol voltasse a aparecer!...
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Margarida C.
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9:43 AM
Em claro
Olho a beleza extravagante da lua. Subitamente queria os meus ao pé de mim, só para ter a certeza que estamos ligados por uma perfeição igual. E, então, pergunto-me onde andarás tu, minha Menina, e se acaso a lua que se vê daí, do salto da bota calçada à Europa, é igual a esta que olho daqui. Pergunto-me onde andarás também tu, Senhora da Floresta, e se por ventura a lua te surge do breu das matas trópicas como a vejo eu aqui, agora.
(...)
É sina, eu sei, eternamente me perguntar por onde andam os que amo. É sina, sim, ficar a perguntar-me se vêem, ainda e sempre, o mesmo que eu.
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Margarida C.
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6:36 AM
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Victória: "nesta data querida"
Vejo, aqui em frente, uma lua perfeita brotando por detrás das casas, escalando os telhados sem pressa, subindo o céu devagar. Até dominar por completo a face luminosa da noite. Magestosa, como tu. Vitoriosa como tu. Para me lembrar de ti. Em tua homenagem, eu sei. Á noite. No teu dia.
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Margarida C.
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8:45 PM
domingo, 1 de abril de 2007
Primeiros sintomas
Ao fim das primeiras horas sozinha em casa, regressam os hábitos de índio inscritos na base genética: comer só quando a fome vem.
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Margarida C.
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3:34 PM
E eis que entra Abril
Abril - mês, por eleição, das banais mentiras inconsequentes, do logro intensional e da premeditação do engano.
Abril - mês, por excelência, dos grandes actos corajosos e das radicais afirmações de vontade.
(...)
Aquilo que as coisas podem ser é sempre uma questão de perspectiva. Tudo é sempre uma questão de optar, de escolher um ponto de vista para olhar para elas.
por
Margarida C.
às
9:38 AM